quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

"Um dia feliz
Às vezes é muito raro"

Gente é engraçado quando a gente vê a pessoa que tanto queremos né?
Por pequenos sútis momentos com ela ao seu lado, é como se o mundo todo desaparecesse e então derrepente só existe você e ela.
Por mais complicações que existam e por mais coisas que são de fato impossíveis (mas Deus queira que não e eu também não), se tornam pequenos grãos de areia ao vento, quando então você fica cara-a-cara com essa pessoa.
Foi muito rápido mas valeu a pena.
Minhas saudades sáo intermináveis... Mas só de olhar pra você e sentir o seu cheiro, vale muito mais do que ganhar na Mega Sena!
Hoje a tarde realmente teve sentido.
As flores se tornaram mais belas, o ar mais puro, a água mais límpida e até o meu sorriso guinou de uma tal forma que atingiu a alma de milhões e milhões de pessoas.



quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Por que você se achega, fala coisas, se importa e depois some?
Simplesmente passa como um vento passado.
Depois se achega como um vento chegado.
Me dá esperança, desesperança.
Me enche de saudade.
Um jeito que é só seu. Esse jeito tão único, misterioso mas encantador!
Sei lá, você é o meu devaneio mais real, será que é isso? Sei lá...
Juro que não queria ter esse afeto a mais por ti, mas não mandamos nos nossos instintos. E você mexe comigo e eu sei que eu mexo com você. Equívoco meu? Sei lá, acho que não.
Talvez? Talvez não.
Saudade?
Sim, ela sim é o que estou desesperadamente de ti. Normal. Afinal és uma constante em minha vida.
Deve ser devaneio.
Mas como disse, tu és meu devaneio mais real.
Então chegue até mim como um vento chegado, pois aqui em meus braços tens um lar que és só seu.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Clariceando...

Amor

Um pouco cansada, com as compras deformando o novo saco de tricô, Ana subiu no bonde. Depositou o volume no colo e o bonde começou a andar. Recostou-se então no banco procurando conforto, num suspiro de meia satisfação.

 Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas. E cresciam árvores. Crescia sua rápida conversa com o cobrador de luz, crescia a água enchendo o tanque, cresciam seus filhos, crescia a mesa com comidas, o marido chegando com os jornais e sorrindo de fome, o canto importuno das empregadas do edifício. Ana dava a tudo, tranqüilamente, sua mão pequena e forte, sua corrente de vida.

 Certa hora da tarde era mais perigosa. Certa hora da tarde as árvores que plantara riam dela. Quando nada mais precisava de sua força, inquietava-se. No entanto sentia-se mais sólida do que nunca, seu corpo engrossara um pouco e era de se ver o modo como cortava blusas para os meninos, a grande tesoura dando estalidos na fazenda. Todo o seu desejo vagamente artístico encaminhara-se há muito no sentido de tornar os dias realizados e belos; com o tempo, seu gosto pelo decorativo se desenvolvera e suplantara a íntima desordem. Parecia ter descoberto que tudo era passível de aperfeiçoamento, a cada coisa se emprestaria uma aparência harmoniosa; a vida podia ser feita pela mão do homem.

 No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado. O homem com quem casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Dela havia aos poucos emergido para descobrir que também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, que viviam como quem trabalha — com persistência, continuidade, alegria. O que sucedera a Ana antes de ter o lar estava para sempre fora de seu alcance: uma exaltação perturbada que tantas vezes se confundira com felicidade insuportável. Criara em troca algo enfim compreensível, uma vida de adulto. Assim ela o quisera e o escolhera.

 Sua precaução reduzia-se a tomar cuidado na hora perigosa da tarde, quando a casa estava vazia sem precisar mais dela, o sol alto, cada membro da família distribuído nas suas funções. Olhando os móveis limpos, seu coração se apertava um pouco em espanto. Mas na sua vida não havia lugar para que sentisse ternura pelo seu espanto — ela o abafava com a mesma habilidade que as lides em casa lhe haviam transmitido. Saía então para fazer compras ou levar objetos para consertar, cuidando do lar e da família à revelia deles. Quando voltasse era o fim da tarde e as crianças vindas do colégio exigiam-na. Assim chegaria a noite, com sua tranqüila vibração. De manhã acordaria aureolada pelos calmos deveres. Encontrava os móveis de novo empoeirados e sujos, como se voltassem arrependidos. Quanto a ela mesma, fazia obscuramente parte das raízes negras e suaves do mundo. E alimentava anonimamente a vida. Estava bom assim. Assim ela o quisera e escolhera.

 O bonde vacilava nos trilhos, entrava em ruas largas. Logo um vento mais úmido soprava anunciando, mais que o fim da tarde, o fim da hora instável. Ana respirou profundamente e uma grande aceitação deu a seu rosto um ar de mulher.

 O bonde se arrastava, em seguida estacava. Até Humaitá tinha tempo de descansar. Foi então que olhou para o homem parado no ponto.

 A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego.

 O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranqüila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles.

 Ana ainda teve tempo de pensar por um segundo que os irmãos viriam jantar — o coração batia-lhe violento, espaçado. Inclinada, olhava o cego profundamente, como se olha o que não nos vê. Ele mascava goma na escuridão. Sem sofrimento, com os olhos abertos. O movimento da mastigação fazia-o parecer sorrir e de repente deixar de sorrir, sorrir e deixar de sorrir — como se ele a tivesse insultado, Ana olhava-o. E quem a visse teria a impressão de uma mulher com ódio. Mas continuava a olhá-lo, cada vez mais inclinada — o bonde deu uma arrancada súbita jogando-a desprevenida para trás, o pesado saco de tricô despencou-se do colo, ruiu no chão — Ana deu um grito, o condutor deu ordem de parada antes de saber do que se tratava — o bonde estacou, os passageiros olharam assustados.

 Incapaz de se mover para apanhar suas compras, Ana se aprumava pálida. Uma expressão de rosto, há muito não usada, ressurgia-lhe com dificuldade, ainda incerta, incompreensível. O moleque dos jornais ria entregando-lhe o volume. Mas os ovos se haviam quebrado no embrulho de jornal. Gemas amarelas e viscosas pingavam entre os fios da rede. O cego interrompera a mastigação e avançava as mãos inseguras, tentando inutilmente pegar o que acontecia. O embrulho dos ovos foi jogado fora da rede e, entre os sorrisos dos passageiros e o sinal do condutor, o bonde deu a nova arrancada de partida.

 Poucos instantes depois já não a olhavam mais. O bonde se sacudia nos trilhos e o cego mascando goma ficara atrás para sempre. Mas o mal estava feito.

 A rede de tricô era áspera entre os dedos, não íntima como quando a tricotara. A rede perdera o sentido e estar num bonde era um fio partido; não sabia o que fazer com as compras no colo. E como uma estranha música, o mundo recomeçava ao redor. O mal estava feito. Por quê? Teria esquecido de que havia cegos? A piedade a sufocava, Ana respirava pesadamente. Mesmo as coisas que existiam antes do acontecimento estavam agora de sobreaviso, tinham um ar mais hostil, perecível... O mundo se tornara de novo um mal-estar. Vários anos ruíam, as gemas amarelas escorriam. Expulsa de seus próprios dias, parecia-lhe que as pessoas da rua eram periclitantes, que se mantinham por um mínimo equilíbrio à tona da escuridão — e por um momento a falta de sentido deixava-as tão livres que elas não sabiam para onde ir. Perceber uma ausência de lei foi tão súbito que Ana se agarrou ao banco da frente, como se pudesse cair do bonde, como se as coisas pudessem ser revertidas com a mesma calma com que não o eram.

 O que chamava de crise viera afinal. E sua marca era o prazer intenso com que olhava agora as coisas, sofrendo espantada. O calor se tornara mais abafado, tudo tinha ganho uma força e vozes mais altas. Na Rua Voluntários da Pátria parecia prestes a rebentar uma revolução, as grades dos esgotos estavam secas, o ar empoeirado. Um cego mascando chicles mergulhara o mundo em escura sofreguidão. Em cada pessoa forte havia a ausência de piedade pelo cego e as pessoas assustavam-na com o vigor que possuíam. Junto dela havia uma senhora de azul, com um rosto. Desviou o olhar, depressa. Na calçada, uma mulher deu um empurrão no filho! Dois namorados entrelaçavam os dedos sorrindo... E o cego? Ana caíra numa bondade extremamente dolorosa.

 Ela apaziguara tão bem a vida, cuidara tanto para que esta não explodisse. Mantinha tudo em serena compreensão, separava uma pessoa das outras, as roupas eram claramente feitas para serem usadas e podia-se escolher pelo jornal o filme da noite - tudo feito de modo a que um dia se seguisse ao outro. E um cego mascando goma despedaçava tudo isso. E através da piedade aparecia a Ana uma vida cheia de náusea doce, até a boca.

 Só então percebeu que há muito passara do seu ponto de descida. Na fraqueza em que estava, tudo a atingia com um susto; desceu do bonde com pernas débeis, olhou em torno de si, segurando a rede suja de ovo. Por um momento não conseguia orientar-se. Parecia ter saltado no meio da noite.

 Era uma rua comprida, com muros altos, amarelos. Seu coração batia de medo, ela procurava inutilmente reconhecer os arredores, enquanto a vida que descobrira continuava a pulsar e um vento mais morno e mais misterioso rodeava-lhe o rosto. Ficou parada olhando o muro. Enfim pôde localizar-se. Andando um pouco mais ao longo de uma sebe, atravessou os portões do Jardim Botânico.

 Andava pesadamente pela alameda central, entre os coqueiros. Não havia ninguém no Jardim. Depositou os embrulhos na terra, sentou-se no banco de um atalho e ali ficou muito tempo.

 A vastidão parecia acalmá-la, o silêncio regulava sua respiração. Ela adormecia dentro de si.

 De longe via a aléia onde a tarde era clara e redonda. Mas a penumbra dos ramos cobria o atalho.

 Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores, pequenas surpresas entre os cipós. Todo o Jardim triturado pelos instantes já mais apressados da tarde. De onde vinha o meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de abelhas e aves. Tudo era estranho, suave demais, grande demais.

 Um movimento leve e íntimo a sobressaltou — voltou-se rápida. Nada parecia se ter movido. Mas na aléia central estava imóvel um poderoso gato. Seus pêlos eram macios. Em novo andar silencioso, desapareceu.

 Inquieta, olhou em torno. Os ramos se balançavam, as sombras vacilavam no chão. Um pardal ciscava na terra. E de repente, com mal-estar, pareceu-lhe ter caído numa emboscada. Fazia-se no Jardim um trabalho secreto do qual ela começava a se aperceber.

 Nas árvores as frutas eram pretas, doces como mel. Havia no chão caroços secos cheios de circunvoluções, como pequenos cérebros apodrecidos. O banco estava manchado de sucos roxos. Com suavidade intensa rumorejavam as águas. No tronco da árvore pregavam-se as luxuosas patas de uma aranha. A crueza do mundo era tranqüila. O assassinato era profundo. E a morte não era o que pensávamos.

 Ao mesmo tempo que imaginário — era um mundo de se comer com os dentes, um mundo de volumosas dálias e tulipas. Os troncos eram percorridos por parasitas folhudas, o abraço era macio, colado. Como a repulsa que precedesse uma entrega — era fascinante, a mulher tinha nojo, e era fascinante.

 As árvores estavam carregadas, o mundo era tão rico que apodrecia. Quando Ana pensou que havia crianças e homens grandes com fome, a náusea subiu-lhe à garganta, como se ela estivesse grávida e abandonada. A moral do Jardim era outra. Agora que o cego a guiara até ele, estremecia nos primeiros passos de um mundo faiscante, sombrio, onde vitórias-régias boiavam monstruosas. As pequenas flores espalhadas na relva não lhe pareciam amarelas ou rosadas, mas cor de mau ouro e escarlates. A decomposição era profunda, perfumada... Mas todas as pesadas coisas, ela via com a cabeça rodeada por um enxame de insetos enviados pela vida mais fina do mundo. A brisa se insinuava entre as flores. Ana mais adivinhava que sentia o seu cheiro adocicado... O Jardim era tão bonito que ela teve medo do Inferno.

 Era quase noite agora e tudo parecia cheio, pesado, um esquilo voou na sombra. Sob os pés a terra estava fofa, Ana aspirava-a com delícia. Era fascinante, e ela sentia nojo.

 Mas quando se lembrou das crianças, diante das quais se tornara culpada, ergueu-se com uma exclamação de dor. Agarrou o embrulho, avançou pelo atalho obscuro, atingiu a alameda. Quase corria — e via o Jardim em torno de si, com sua impersonalidade soberba. Sacudiu os portões fechados, sacudia-os segurando a madeira áspera. O vigia apareceu espantado de não a ter visto.

 Enquanto não chegou à porta do edifício, parecia à beira de um desastre. Correu com a rede até o elevador, sua alma batia-lhe no peito — o que sucedia? A piedade pelo cego era tão violenta como uma ânsia, mas o mundo lhe parecia seu, sujo, perecível, seu. Abriu a porta de casa. A sala era grande, quadrada, as maçanetas brilhavam limpas, os vidros da janela brilhavam, a lâmpada brilhava — que nova terra era essa? E por um instante a vida sadia que levara até agora pareceu-lhe um modo moralmente louco de viver. O menino que se aproximou correndo era um ser de pernas compridas e rosto igual ao seu, que corria e a abraçava. Apertou-o com força, com espanto. Protegia-se tremula. Porque a vida era periclitante. Ela amava o mundo, amava o que fora criado — amava com nojo. Do mesmo modo como sempre fora fascinada pelas ostras, com aquele vago sentimento de asco que a aproximação da verdade lhe provocava, avisando-a. Abraçou o filho, quase a ponto de machucá-lo. Como se soubesse de um mal — o cego ou o belo Jardim Botânico? — agarrava-se a ele, a quem queria acima de tudo. Fora atingida pelo demônio da fé. A vida é horrível, disse-lhe baixo, faminta. O que faria se seguisse o chamado do cego? Iria sozinha... Havia lugares pobres e ricos que precisavam dela. Ela precisava deles... Tenho medo, disse. Sentia as costelas delicadas da criança entre os braços, ouviu o seu choro assustado. Mamãe, chamou o menino. Afastou-o, olhou aquele rosto, seu coração crispou-se. Não deixe mamãe te esquecer, disse-lhe. A criança mal sentiu o abraço se afrouxar, escapou e correu até a porta do quarto, de onde olhou-a mais segura. Era o pior olhar que jamais recebera. Q sangue subiu-lhe ao rosto, esquentando-o.

 Deixou-se cair numa cadeira com os dedos ainda presos na rede. De que tinha vergonha?

 Não havia como fugir. Os dias que ela forjara haviam-se rompido na crosta e a água escapava. Estava diante da ostra. E não havia como não olhá-la. De que tinha vergonha? É que já não era mais piedade, não era só piedade: seu coração se enchera com a pior vontade de viver.

 Já não sabia se estava do lado do cego ou das espessas plantas. O homem pouco a pouco se distanciara e em tortura ela parecia ter passado para o lados que lhe haviam ferido os olhos. O Jardim Botânico, tranqüilo e alto, lhe revelava. Com horror descobria que pertencia à parte forte do mundo — e que nome se deveria dar a sua misericórdia violenta? Seria obrigada a beijar um leproso, pois nunca seria apenas sua irmã. Um cego me levou ao pior de mim mesma, pensou espantada. Sentia-se banida porque nenhum pobre beberia água nas suas mãos ardentes. Ah! era mais fácil ser um santo que uma pessoa! Por Deus, pois não fora verdadeira a piedade que sondara no seu coração as águas mais profundas? Mas era uma piedade de leão.

 Humilhada, sabia que o cego preferiria um amor mais pobre. E, estremecendo, também sabia por quê. A vida do Jardim Botânico chamava-a como um lobisomem é chamado pelo luar. Oh! mas ela amava o cego! pensou com os olhos molhados. No entanto não era com este sentimento que se iria a uma igreja. Estou com medo, disse sozinha na sala. Levantou-se e foi para a cozinha ajudar a empregada a preparar o jantar.

 Mas a vida arrepiava-a, como um frio. Ouvia o sino da escola, longe e constante. O pequeno horror da poeira ligando em fios a parte inferior do fogão, onde descobriu a pequena aranha. Carregando a jarra para mudar a água - havia o horror da flor se entregando lânguida e asquerosa às suas mãos. O mesmo trabalho secreto se fazia ali na cozinha. Perto da lata de lixo, esmagou com o pé a formiga. O pequeno assassinato da formiga. O mínimo corpo tremia. As gotas d'água caíam na água parada do tanque. Os besouros de verão. O horror dos besouros inexpressivos. Ao redor havia uma vida silenciosa, lenta, insistente. Horror, horror. Andava de um lado para outro na cozinha, cortando os bifes, mexendo o creme. Em torno da cabeça, em ronda, em torno da luz, os mosquitos de uma noite cálida. Uma noite em que a piedade era tão crua como o amor ruim. Entre os dois seios escorria o suor. A fé a quebrantava, o calor do forno ardia nos seus olhos.

 Depois o marido veio, vieram os irmãos e suas mulheres, vieram os filhos dos irmãos.

 Jantaram com as janelas todas abertas, no nono andar. Um avião estremecia, ameaçando no calor do céu. Apesar de ter usado poucos ovos, o jantar estava bom. Também suas crianças ficaram acordadas, brincando no tapete com as outras. Era verão, seria inútil obrigá-las a dormir. Ana estava um pouco pálida e ria suavemente com os outros. Depois do jantar, enfim, a primeira brisa mais fresca entrou pelas janelas. Eles rodeavam a mesa, a família. Cansados do dia, felizes em não discordar, tão dispostos a não ver defeitos. Riam-se de tudo, com o coração bom e humano. As crianças cresciam admiravelmente em torno deles. E como a uma borboleta, Ana prendeu o instante entre os dedos antes que ele nunca mais fosse seu.

 Depois, quando todos foram embora e as crianças já estavam deitadas, ela era uma mulher bruta que olhava pela janela. A cidade estava adormecida e quente. O que o cego desencadeara caberia nos seus dias? Quantos anos levaria até envelhecer de novo? Qualquer movimento seu e pisaria numa das crianças. Mas com uma maldade de amante, parecia aceitar que da flor saísse o mosquito, que as vitórias-régias boiassem no escuro do lago. O cego pendia entre os frutos do Jardim Botânico.

 Se fora um estouro do fogão, o fogo já teria pegado em toda a casa! pensou correndo para a cozinha e deparando com o seu marido diante do café derramado.

 — O que foi?! gritou vibrando toda.

 Ele se assustou com o medo da mulher. E de repente riu entendendo: 

 — Não foi nada, disse, sou um desajeitado. Ele parecia cansado, com olheiras.

 Mas diante do estranho rosto de Ana, espiou-a com maior atenção. Depois atraiu-a a si, em rápido afago.

 — Não quero que lhe aconteça nada, nunca! disse ela.

 — Deixe que pelo menos me aconteça o fogão dar um estouro, respondeu ele sorrindo.

 Ela continuou sem força nos seus braços. Hoje de tarde alguma coisa tranqüila se rebentara, e na casa toda havia um tom humorístico, triste. É hora de dormir, disse ele, é tarde. Num gesto que não era seu, mas que pareceu natural, segurou a mão da mulher, levando-a consigo sem olhar para trás, afastando-a do perigo de viver.

 Acabara-se a vertigem de bondade.

 E, se atravessara o amor e o seu inferno, penteava-se agora diante do espelho, por um instante sem nenhum mundo no coração. Antes de se deitar, como se apagasse uma vela, soprou a pequena flama do dia.

(Clarice Lispector)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

E mesmo com o passar dos dias, meses e anos você é a ausência mais presente... É incrível como você toma conta de cada parcela exata dos meus dias.
Isso me sufoca, me entristece, me alegra, me dá esperanças. Mas depois dos fogos de artifícios de saudade vem o furacão katrina  e leva tudo mais uma vez para bem longe, mas tão longe... E depois disso chega calmamente como a leve brisa de um pôr-do-sol.
Daí então me olho ao espelho, vejo um semblante embaçado, distorcido. Já não me reconheço mais.
Perguntas surgem se apagam. Como você está? Há quanto tempo a gente não se ver, não trocamos palavras radiantes. Será que você ainda pensa em mim? Não, não...Definitivamente você não pensa!
É incrível como eu sou tão insignificante pra você.
Mas não faz mal... É assim que tem de ser.
Me bateu aquela saudade avassaladora de ti hoje sabe? Peguei o telefone, disquei seu número mas desisti.
Prefiro ficar com a doce mais aguada possível da sua lembrança.
Daquela pessoa quão maravilhosa eu conheci um tempo atrás, que hoje em dia nem sei se é mais a mesma...
Não definitivamente não é.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

São tantas formas de amar, agir, pensar, viver,ser, etc.
Até que ele tenta, e tenta mesmo sabe?
Percebo que bem no fundo faz coisas pra me alegrar, agradar e sempre acaba me dando tudo o que eu quero, mesmo que não possa e mesmo que passe algum tempo; ele sempre dá.
Me sinto sei lá... A única coisa que eu quero é que me ame e me respeite. Eu sei que me ama, mas que demonstre isso em afetos, fatos, não em coisas materiais.
Espero (quero) um dia com absoluta certeza dizer que eu te amo...

sábado, 27 de novembro de 2010

Sempre fugindo pra algum lugar e talvez nem exista o real motivo de fugir e esse tal lugar.
Sempre fugindo por aí.... Sempre destruindo os sentimentos antes de construí-los.
Sempre procurando um lugar ao sol para enfim ter total êxito...
Não tenho 1 pé atrás, tenho 2 ou talvez até o corpo todo.
Cercado sempre de mentiras, sempre!
Estou cansado.
É que são tantas desverdades que guardo pra mim mesmo.Elas são pedras, que guardo cuidadosamente. Porque com absoluta certeza ainda construirei um castelo fantástico!
...
Parabéns pela sua insignificância.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010




Eu acreditei
No teu amor, no teu querer, nos teus sinais
Na dor do teu olhar com medo de não me ver mais
Mas entendi que nos dois somos pontos cardeais
Ligados por um fio imaginário
Mas sempre distantes demais
Eu então me perguntei
Até onde posso suportar?
Até onde quero e me permito violentar?
Pois te amar tanto assim lhe convém
Mas me sangra tão bem
Você parece estar à sombra de uma arvore
Enquanto eu saio pra lutar ao sol
Você parece repousar
Num transatlântico de luxo
Enquanto minhas mãos
Fazem bolhas de tanto remar
Então por que já não me diz adeus
Pra eu parar de cantar...
 (Isabella Taviani - Pontos Cardeais)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

"Sempre escondendo,ou tentando esconder o coração. Como se essa fosse a melhor forma de se proteger das pessoas e das feridas que elas podem causar."



terça-feira, 2 de novembro de 2010

Máscaras.

Sempre o admirei por ser um pai e um marido nota 10.
Por ser um ser humano, que talvez lá no fundo eu via certas coisas, que sempre faltaram no meu lar.
E com o passar do tempo, as coisas mudam, as máscaras caem! Debaixo daquela bela máscara e toda aquela maquiagem, sempre existiu uma pessoa tenebrosa!
Irreconhecível!
Sabe aquela enorme admiração? Simplesmente caiu por terra, como se fossem grãos de areias escorrendo pelas mãos. Morreu.
Aonde anda a dignidade das pessoas? Como elas conseguem ser tão (mas tão mesmo) falsas?
Passar uma imagem, e ser outra?
Que nojo!
- Esperem vou "bulimizar", já volto.
- Voltei!
Quase que minhas tripas saem boca a fora, é um nojo tão profundo, indescritível.
Vou parar por aqui, falei demais.
Minha aversão é tão grande que me faltam palavras.


"Tira, a máscara que cobre o seu rosto. Se mostre e eu descubro se eu gosto, do seu verdadeiro jeito de ser."

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

sábado, 30 de outubro de 2010

Show Bar (Coyote Ugly).


Ontem estava vendo pela milésima vez esse filme, que particularmente eu adoro.
Pra muita gente ele não pode transmitir, e muito menos passar algo de importante a outrem, pode ser apenas mais um filme fútil, de 5 garotas que dançam em cima de um balcão, pra divertir os seus clientes.
Mas pra mim, ele vai muito além disso, ok explico.
Violet é uma menina que parte para Nova York, com um propósito, uma vida nova, sonhos a serem concretizados. E lá acontecem várias coisas, tal hora ela até pensa em desistir. Mas como a vida é cheia de surpresas, no tal bar ela conhece o grande amor de sua vida, e ele a inspira a relutar pelos seus sonhos.
Então, Violet os realiza. E é feliz.
Eu queria ser que nem a Violet.
Ter a coragem de sair, mundo afora em busca dos meus sonhos.
Tentar uma nova vida em outra cidade.
Quebrar a cara infinitas vezes e reconstruí-la mais ainda!
"Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo."
Que Deus me dê a coragem e a sabedoria, para que um dia sim, eu seja de uma certa forma Violet.
Que eu consiga realizar meus sonhos, que eu encontre o grande amor da minha vida, e principalmente ser feliz!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010


"Pai, devia te matar mas não sou igual você, 
Invés de me sujar com seu sangue eu prefiro morrer...."
É, ando meio sumido daqui, né gente?
É que aconteceram tantas coisas nesses últimos dias.
E também o único problema, é que eu, não consigo escrever nada, do que não esteja sentindo...
Mas vou voltar a postar aqui, mesmo porque eu quero (e preciso) disso.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A falta do presente.



É qua falta amar e acreditar, sabe?
As pessoas não se acreditam, não amam. Só se importam com o amanhã, e se esqueçem que o amanhã talvez nem virá, que o ontem já se foi... E o presente? Pois é, dele ninguém se lembra, importa.
Não adianta culpar a escola, a política, a segurança, como pivô da realidade.
Temos que acreditar, respeitar e amar ao próximo e a nós mesmos.
Acredito na educação, na escola, pois ela é o alicerce da vida.
Grande parte dos professores só se dão ao luxo de transmitir conhecimentos, será que eles transmitem felicidade para seus alunos?
Será que os alunos além de aprender (ou não) são felizes?
Eles se esqueçem que é dentro da escola em grande parte, que se respalda sonhos. Se constroem sonhos.
Pare, reflita...
Viva, seja, sonhe, acredite, ame, mude!
Olhe além do vidro que te engloba.
Enquanto houver essa desorganização ética, social e sentimental o mundo só tem de piorar.
Faça sua parte, melhore a realidade.
Seja feliz hoje e sempre.

_________//_________

Dissertação feita para o meu trabalho de Sociologia da Educação.

sábado, 16 de outubro de 2010

Girada confusa.



Fico observando as oscilações da vida. É engraçada né gente?
Sabe?
É que todas as minhas certezas são as incertezas, as incertezas são as certezas.
O sim é o não, o não é o sim.
O talvez é o nunca, e o nunca é o talvez.
É tudo tão confuso, tão difícil.
Tão avassalador.

"O problema é que quero muitas coisas simples, então pareço exigente." 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

?


É que eu já não sei o que pensar, fazer e sentir. O que é, o que a?
O que? Por que?
Surgem tantas incógnitas na minha mente e no meu coração quando tudo se relaciona à você.
É tão difícil conviver com as tais... Isso me sufoca de uma forma tão grande (mas tão mesmo)...
E me pego aqui pensando, duvidando, sim ou não? É ou não é? =/


"You make me feel like I'm living a teenage dream."

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Mechanical Animals - Marilyn Manson




We were neurophobic and perfect
The day that we lost our souls
Maybe we weren't so human
But If we cry we will rust

And I was a hand grenade
That never stopped exploding
You were automatic
And as hollow as the 'o' in god

I am never gonna be the one for you
I am never gonna save the world from you

But they'll never be good to you or bad to you
They'll never be anything
Anything, anything at all

You were my mechanical bride
You were phenobarbidoll
A manniqueen of depression
With the face of a dead star

And I was a hand grenade
That never stopped exploding
You were automatic
And as hollow as the 'o' in god

I am never gonna be the one for you
I am never gonna save the world from you

But they'll never be good to you or bad to you
They'll never be anything
Anything, anything at all 

I am never gonna be the one for you
I am never gonna save the world from you

This isn't me i'm not mechanical
I'm just a boy playing the Suicide King

Playing the Suicide King 

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Das coisas que se quebram...

É engraçado como tudo que não é pra ser, é o que é, na realidade.
Quando amamos colocamos o ser amado em primeiro lugar, construímos características em torno do próprio. Que na verdade são características nossas e não do mesmo. Não conseguimos (e não queremos) enxergar a verdade, que se põe bem diante do nosso nariz.
Mas é assim mesmo gente, quando estamos apaixonados ficamos cegos.
E isso é bom né?
Mas daí o tempo passa e você amadurece. Consegue eliminar coisas que antes pareciam impossíveis, mas consegue.
Sabe, nem era pra eu escrever algo relacionado nesse exato momento ao amor, paixão ou algo do gênero.
Era pra escrever um texto, um pensamento solto sobre uma amizade que já se foi.
Mas é aí que está.
A amizade não deixa de ser amor. Mesmo porque existem vários níveis e tipos de amor (ao meu ver).
E aquela amizade na qual você deposita todo seu amor, sua confiança, enfim todas as coisas de mais belas que você tem dentro de si, simplesmente se quebra! Sim, como se fosse um espelho. Daí então você enxerga quem realmente na verdade é, aquela pessoa, que você jamais (jamais!) esperaria algo ruim.
Mas a vida é assim mesmo, estamos dispostos a quebrar/refazer a cara a todo momento.
E você para e pensa:
- Será que tem como reconstruir uma amizade?

Sim, tem sim gente. Mas é aquilo, até dá... "A confiança é como um espelho. Quando quebrado dá pra consertar, mas dá pra ver a rachadura bem no meio da alma do desgraçado(a)." (Beyoncé & Gaga)

Mas isso depende de cada pessoa... E a minha pessoa, simplesmente não consegue reconstruir o espelho.
Uma vez quebrado, uma vez traído, é uma vez que a pessoa morreu de uma vez por todas, da minha vida.
Não aceito traição, não sei se sou capaz de perdoar (espero um dia talvez aprender).
É que comigo só faz uma vez.
Pode pedir desculpas, perdões, afinal se eles valessem algo, muita gente não estaria morta, presa nesse mundo né verdade?
É eu sei que em relação a perdoar eu sou um tanto radical (e sou mesmo), como eu disse isso depende de cada pessoa...
Daí então me pego aqui, sentado na cadeira enfrente ao computador, escrevendo um texto para uma amizade que se quebrou, e tem tempo já... Mas vem aquelas lembranças, aquele gosto doce/gostoso que sim, foi tudo verdadeiro enquanto durou... E ficaram apenas os fragmentos do espelho.

"A gente leva da vida a vida que a gente leva." (Maysa)



terça-feira, 5 de outubro de 2010

Grrr!!! ¬¬'

É gente ando sumido daqui tudo porque minha querida internet está uma merda!
Estou saturado, há 3 semanas que essa porra está ruim, todos os dias eu ligo pra reclamar e a empresa não manda a porra do técnico ¬¬'
Estou sem paciência pra tudo, vontade de quebrar tudoo!!!
GRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Vontades de Alice



As vezes queria ser Alice. Sabe porque?
Explico.
Alice era uma menina cansada do seu mundo, e por vontade própria, conseguiu achar e desfrutar de um mundo, totalmente oposto.
Um mundo com pessoas, vidas, coisas e mais coisas novas, totalmente desconhecidas.
Queria as vezes ser assim... É que ando cansado dessa misantropia.
Queria desfrutar de um mundo totalmente novo!
E talvez lá nesse tal mundo novo, eu conseguiria obter êxito e seria plenamente feliz.
Mas coisas assim como Alice, só acontecem nos contos (infantis ou não).
É que hoje chove, e minha alma deve esta se identificando, com a tempestade que cai lá fora no quintal...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Quimera...

Não é a primeira vez (e nem será a última) que tenho minhas quimeras.
É que sei lá gente... Eu tenho 19 anos, e as vezes tenho cada fantasia de uma criança de 9.
É que eu fico animadinho com alguma coisa, e depois eu vejo que essa tal coisa não passa de uma quimera, criada por mim.
Mas no fundo, no fundo, elas tem uma grande pitada de realidade.
Sabe gente, eu ODEIO, simplesmente ODEIO gente PERSONALIDADE!
Fala sério! Grr! Isso me causa náuseas!
Sabe aquele tipinho de gente, que está bem explícito na cara do sujeito que está afim de você, que não se receia (nenhum pouco) de transparecer o contrário; e quando você chega pra investir, simplesmente ela diz que não é nada disso(?)!
Pois é... Lástima!
Sinceramente isso eu não tolero. É que eu estou numa fase, que não aceito mais nada de ninguém!
Sabe gente, e pessoas assim me causam aversão.
E no final das contas, é você que se sai como louco(a), entende? Fala sério!
Mas ao mesmo tempo, eu paro e reflito... As vezes nem é isso, é apenas (mais uma) das minhas quimeras.
É que as vezes nós por impulso (emocional e carnal), criamos coisas que na verdade nem existem...
E isso é difícil de aceitar e enxergar né verdade?
E isso sempre (felizmente ou infelizmente) acontece comigo... As vezes sou (muito) passional.
E sempre quebro a cara, normal (já estou acostumado).
E isso me magoa profundamente... Sou casca grossa, mas meu coração é mole.
(...)
Mas deixa isso pra lá, afinal é apenas uma quimera.



"Eu procuro um amor

Que ainda não encontrei

Diferente de todos que amei...


(...)


Procuro um amor

Que seja bom prá mim

Vou procurar
Eu vou até o fim... "

(Frejat)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Clariceando...



"Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil."  

(Clarice Lispector)

.

Não é novidade pra ninguém que me conhece (e pra quem não conhece, agora sabe), que sou fã incondicional de Clarice Lispector.
Pra mim ela foi,é, e sempre será uma das mulheres (se não a mais) fabulosa do mundo!
Não preciso dizer mais nada, mesmo porque me faltam palavras.
Basta sentir.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

São Cosme e Damião.


Como todo mundo sabe hoje é dia de São Cosme e Damião.
Ah! Que saudade dos meus tempos de infância, no qual saía todo feliz de casa, para correr atrás de doces.
Mas tudo na vida passa, e a infância passou (de certa forma).
Não estou fazendo apologia nenhuma, mesmo porque cada um crêr no que quer!
Eu não vou contar a história de São Cosme e Damião aqui, mas para quem se interessar está aí o link com mais informações.

http://www.comamor.com.br/cosme_damiao.htm


Mas bem que seria bem legal, ganhar muitos saquinhos de doces! *__*'

Um amor para recordar.

"Nosso amor é como o vento, não posso vê-lo, mas posso sentí-lo."




É que eu não me canso de assistir esse filme. Sem dúvidas um dos melhores.
É que ele nos dá uma lição de vida exemplar entende? (pra algumas pessoas pode ser até que não, mas vá entender...)
E uma coisa que sempre nos dias de chuvas (como o de ontem), me faz lembrar é de uma das músicas da trilha sonora do filme. E ela, se chama, "Only Hope" da cantora "Mandy Moore"
É tão linda gente!
Ouçam-a, interprete-a, sinta-a!
(...)

O amor jamais acabará.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Amor ir(racional).

Sinceramente não sei mais o que pensar, o que sentir, o que mais e mais...
É que estou falando de amor sabe? Do meu amor.
É um tanto quanto complicado pra mim falar de amor (porque seria tudo tão mais fácil, se eu seguisse meus conselhos), teria uma vida tão mais simples e fácil.
Mas é que eu amo acima da razão, dos princípios, das limitações! Eu amo incondicionalmente!
E o pior é saber que esse amor é ineficaz (pior ainda querer acreditar que não).
É tão difícil pra mim quando tudo se refere ao amor. Sabe gente, é que já fazem 5 anos que tudo se acabou.
E parece que foi ontem... Como eu me lembro meu Deus! Olhares faiscantes, toques d'água, coração numa partida de Fórmula 1, beijos e carícias de felicidade.

Desde então me pego preso num passado-presente/presente-passado...
Eu quero (de verdade e muito!) amar alguém, e ser amado. Pelo o que eu sou. Quero ser feliz, fazer alguém feliz!
Daí então eu me viro de frente a frente e falo:
- Vamos se permitir!
- Vamos dar a chance de novas pessoas se aproximarem de você, de te conhecer, de ter.
- Vamos acorda! O passado já se foi, vamos viver o presente.
- Despetrefique os muros em torno (e dentro) do seu coração!
- Vamos! Vamos! Por favor!

Mas é que não dá gente!
Tenho meus motivos, e só eu sei do peso e da existência deles. E ninguém entende isso (e nem quero que entenda), ninguém está dentro de mim pra saber o que sinto.
E além de tudo eu amo demais. Demais mesmo!
Odeio admitir isso, mas no fundo no fundo, eu acredito que você ainda retornará aos meus braços.
E isso me me sufoca tanto!
É que toda vez que eu tenho me aproximar de alguém, dar a chance (me dar uma nova chance) eu simplesmente não consigo! Não sei porque... Aliás, até sei... Isso dói, dói muito!
É que eu não quero (jamais) iludir alguém! Não fazer com que gostem de mim, e eu não conseguir retribuir.
Não consigo imaginar transmitir o que já senti (sinto) á alguém... É amargo/doce, machuca/cura sabe?
E eu tenho medo (muito medo) de me aproximar de alguém e esse alguém, dilacerar os fragmentos (mais uma vez) do meu coração.
Mas aí é que está, como vou saber se darás certo se nem ao menos eu tento?
Eu não sei (espero um dia saber)...
Acho que não suportaria perder outrem.
Que Deus me dê forças para suportar, para me permitir, para amar! Para ser! Para perder/ganhar, para ser tudo/nada!

E de certa forma (eu sei) que o meu amor anda por aí. Assim que nem eu, sabe?
É que sempre falta alguma coisa (talvez nem exista o que falte), mas sempre vai faltar!
E o que falta, é você.
Você, sim!
Você vai ser a falta que jamais as minhas mãos alcançarão. Vai ser sempre o vazio, de um dia de quem realmente me amou, me fez feliz.


Saudade.




"Ouça, vá viver

Sua vida com outro bem
Hoje eu já cansei
De pra você não ser ninguém


O passado não foi o bastante

Pra lhe convencer
Que o futuro seria bem grande
Só eu e você."   (Maysa)



quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sobre dúvidas.

Dúvida (derivado do latim dubitare) é um estado mental ou uma emoção entre acreditar e desacreditar. Ela é a incerteza ou desconfiança de um fato, uma ação, de uma asserção ou de uma decisão. Para que se estabeleça a dúvida em geral é necessária uma noção de realidade do fato em que existe a suspeita, e isto pode adiar a decisão de ações relevantes ao fato pois podem estar incorretas ou incompletas. (Fonte Wikipédia)



.

Gente é tão engraçado e ao mesmo tempo tão curioso, nossas dúvidas né verdade? Aí você vem e me pergunta, o porque deu estar falando disso. Ok explico.
Todo mundo quando é criança o seu sonho (por grande maioria) é ser médico, veterinário e jogador de futebol.
Daí então você cresce e começa ter suas percepções (e concepções) do mundo.
E vê realmente que o mundo não é tão fácil, como achamos.
Surgem tantas coisas no nosso caminho... Escola, faculdade, trabalho, namoro, casório e etc.
E você fica uma pilha de nervos (pelo menos eu fico).
E surgem mais ainda as tais dúvidas, e vem em sua mente aquela frase clássica "o que você quer ser quando crescer?", hum aí é que está gente.
Eu nesse exato momento da minha vida, passo por isso.Quando era criança meu sonho era ser Pediatra (alokaaa).
Daí então eu cresci e vi o que realmente eu quero pra minha vida: SER PROFESSOR!
Sim é  mais do que um sonho, é uma realização pessoal.Esse ano me formo em professor de primeiro segmento (mas isso não é o bastante, pra algumas pessoas podem ser; MAS PRA MIM NÃO É!)
Então vem em mente, qual curso na faculdade irei cursar?
Ai gente estou tão indeciso =/
Eu amo Língua Portuguesa (mas ao mesmo tempo eu amo Psicologia), daí surge outra dúvida, Letras ou Psicologia? ;~s
E me encontro mais uma vez em estado de nervos, de indecisões.
Mas é fato que irei tentar passar pra UFRJ e pra UFRRJ (com o curso de Psicologia), e se eu não passar tenho em mente que irei fazer particular (porque começo minha facul ano que vem, de qualquer jeito).
Então se eu passar irei cursar Psicologia, se não... Irei fazer Letras em uma universidade privada.
E porque não fazer os dois? Sim! Nada é impossível quando se quer realmente algo (e fazê-lo por onde).
É gente é isso aí, infelizmente (ou não) o mundo, as coisas, A VIDA não é como a gente pensa que é, e muito menos como você a vê.
O mundo não gira em torno de você, somos nós é quem giramos em torno dele.

"Você precisa ser a mudança que quer ver no mundo."  (Mahatma Gandhi)


terça-feira, 21 de setembro de 2010

"(...)I wanna fly, I wanna drive, I wanna go.
I wanna be apart of something I don't know.(...)"



segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Amor virtual.

É talvez, ou seria platônico mesmo.
Quem diria que um simples "adicionar + amigo" no orkut nos traria até aqui?
É que já faz tempo, uns 3 anos.
E tanta coisa já nos aconteceu... Naquele dia no qual simplesmente aconteceu aquela fatalidade, pensei que nunca mais ia falar com você, de te ''ter'' perto de mim.Nossa!Como eu sofri!
Até então não tinha me dado conta do quanto eu te amo. É eu te amo. Não sei com que intensidade mas sei que amo, seria um amor platônico? Ou seria um amor virtual? Acho que platônico não, porque eu posso te ter.Moramos em estados diferentes, mas não é impossível (e nem pode ser!) o nosso encontro.
No início era puro tesão! (e até hoje é de certa forma rs), mas o tempo foi passando e só ele é capaz de nos dar provas, que precisamos para concretizar nossas convicções.
E depois de um mês (da tal fatalidade) você simplesmente reapareceu de novo na minha vida!
Aaah como meu coração pulsava sangue vulcânico e meus olhos brilhavam mais que glíter!


Você é o meu ""M.G" e eu sua "B.D"!
Simplesmente você é único.
Você me causa arrepios, vontades, DEVANEIOS INSACIÁVEIS!(só de pensar fico louco!)
Aaahhh, nossas conversas!  E que conversas!?
Nossas loucuras na madrugada do MSN, telefonemas e etc.
E só nós sabemos, dos nossos sentimenos; e sabemos também que é recíproco.
E você vai e me some de novo... E depois reaparece....E some...E reaparece...
Mas de uma coisa eu tenho certeza, eu te amo (e você me ama também), afinal mais ''provas'' das quais já temos impossível.
Muito obrigado por fazer parte da minha vida, mesmo sendo (por enquanto) através de um computador.
E acima de tudo por você ser QUEM VOCÊ É!
Tenho um monte pra falar, mas me faltam palavras.
Então me deixa aqui no meu canto, com meus pensamentos e afetos.


F ."M"


Saudade.

(:

Ah eu queria escrever um texto super bacana sobre ontem.
É que nesse exato momento eu não estou com paciência =/
Mas foi um dia tão legal e tão feliz!
Com pessoas que eu amo. Amigos de verdade é uma coisa tão gostosa de se viver, de sentir!
 E isso é bom né gente? Faz um bem tão grande ao nosso espírito e ao nosso coração.

Happines.



Vamos viver! Temos tão pouco tempo...

sábado, 18 de setembro de 2010

Saudade.





"(...) Ok, eu entendo
Argumento ineficaz
Agora só o tempo
Mas veja, repara
O tempo que conduz é o mesmo que separa (...)"  {Isabella Taviani}